Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



5 de nov. de 2010

Segui conselhos distantes
De pessoas incoerentes
Mantive-me afastado, daqueles que realmente me viam
Em algum momento percebi
Que não sentia mais nada
Mas mudava ao ver sua mão na distância
Senti literalmente
O chão se abrir
Tentando pisar mais forte
Num caminho enfraquecido
Quando estava sem rumo
Andando em círculos
Clamava por controle, mas os gritos saíam abafados
Já estava cansado
De lutar e perder
Desejando que eu
Parasse de desejar

O fator inesperado, muda a realidade
Mesmo quando não vê, me faz acreditar
A parte difícil de saber sobre alguém tão bem
É saber sempre quando não se quer saber de você

Aquele convite insensato, muda a percepção
E quão longe pode ir se nem ao menos se move?
Guarde pra você, isso não é pra ser comentado
Ninguém tem a solução para pergunta eterna
Diz que devo pagar
Por ações passadas
Mas meu papel sempre foi esquecer sem nunca questionar
Estive nesse rumo
Tentando entender
Tendo minha própria idéia de vivência

O fator inesperado, muda a realidade
Mesmo quando não vê, me faz acreditar
A parte difícil de saber sobre alguém tão bem
É saber sempre quando não se quer saber de você

3 de nov. de 2010

Recolha suas coisas, é hora de ir
Não relute, saiba que em algum momento todos temos que partir
Encare isso de frente, não se deixe atingir
Deve passar pelos desafios
Como alguém que já aprendeu a perder
Dessa forma tentar buscar a vantagem
Mesmo que isso esgote suas forças

Minha inconstância foi momentânea
A busca é infinita e eterna
O que trago são recordações
E promessas do que um dia eu quis

Ao longe, eu penso...
À noite, escuto...
Será que você esteve mesmo aqui?