Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



30 de set. de 2010

Há aquele ponto em comum
No silêncio, onde todos somos iguais
Uns mais claros sobre suas emoções
Transparecem no olhar
Não são sinais de fraqueza
Não lhe culpo por pensar assim
Mas deixe pra trás
Vamos seguir em frente
É familiar o apoio que alcançamos
É mútuo e dependente
Então, se me desviar dessa certeza
Sei que tenho lembranças para me resgatar

Sempre que perder noção de onde ir
Deixar cair o pesar da derrota
Lembrarei que basta apenas contar com você
Quando nada fizer mais sentido
Ainda assim consegue me provar que posso seguir

Todos uns dias alcançam aquele limite
Aquela impulso de se levantar
Nem ao menos tentar
Mas quando fecho os olhos para me desligar
Sei que há alguém que não se importa com o peso
E se oferece para carregar o fardo
Mesmo que indiretamente
Sem nem saber, age sabiamente como antídoto

Sempre que perder a noção de onde ir
Deixar cair o peso da derrota
Talvez serei eu, poderá ser você
Mas hoje temos aquele pacto silencioso
Quando nada mais fizer sentido
Saberemos que temos lembranças para nos resgatar
Depois que percebi
Que incertezas são rochas que impedem a evolução
Mesmo não podendo evitar sentir
o receio de cair depois de estar tão alto
Isso tomou conta
Ditou o ritmo por tanto tempo
Fechou meus olhos e ouvidos
Mas desconfiei, e agora questionei
Se não sou eu quem não sai do lugar

Sabendo de tudo, seguirei cabisbaixo?
Sofrendo por erros, que nunca serão consertados
Sabendo de tudo isso, ainda nada é certo
Estarei lá para mim mesmo?
Pronto para tudo, sem buscar ninguém

Percebi, que se quiser usar desculpas
Farei parte da marcha
Ficarei atento, na hora do teste final?
Levarei comigo
Tudo o que me acrescentou

Como alguém mantém encoberto por tanto tempo?
Hoje enxergo com clareza
Mas me pergunto sempre, por força do hábito
Saberei dos quais deverei me desligar?

Independente de tudo, vejo-te acenando
Hoje percebi, que já havia descoberto antes de mim
O que gera aquela incerteza antiga
É o medo de te causar decepção
Mas hoje, consigo refletir
Se só depende da vontade, de quebrar as pedras

Sabendo de tudo, seguirei cabisbaixo?
Sofrendo por erros, que nunca serão consertados
Sabendo de tudo isso, ainda nada é certo
Estarei lá para mim mesmo?
Pronto para tudo, sem buscar ninguém

29 de set. de 2010

O tempo é contínuo
Mesmo que observado
Ele não para, impiedoso com quem o assiste
Por isso não o observe
Tente acompanhá-lo
Pra evitar deixá-lo marcar-nos com cicatrizes

Porque mesmo no meio
De rostos estranhos, eu buscaria você
Mesmo que não me visse, te ampararia
Sem medo de perder outra vez
Mesmo no meio de vozes insanas
Por você, falaria mais alto
E afastaria tudo o que aflige seus sonhos

Sempre pensei
Que não me importaria, deixaria partir
Nem falta sentiria do que nunca realmente esteve ali
O que encontrei, foram incertezas
Mas o que conta é que ao menos encontrei algo

Porque mesmo no meio
De rostos estranhos, eu buscaria você
Mesmo incerto de onde estou indo
Sem medo de perder outra vez
Mesmo no meio de vozes insanas
Eu nem sei porque
Mas só estou aqui por você

Há uma certa esperança, quase que ingênua
Que encara os fatos de forma grandiosa
Não vê os enganos, mas persevera
Foi isso que prendeu a atenção

Porque mesmo no meio
De rostos estranhos, eu buscaria você
Mesmo que não me visse, te ampararia
Sem medo de perder outra vez
Mesmo no meio de vozes insanas
Por você, falaria mais alto
E afastaria tudo o que aflige seus sonhos

Eu nem sei porque
Mas só estou aqui por você

28 de set. de 2010

No caminho de volta, sensações familiares
Pessoas instáveis, companheiros inseparáveis
Na alvorada, se levantam comigo
Procuram abrigo
Persistentes, incoerentes
Me afasto quando começa a se aprofundar
Sem deixar se aproximar
A ironia não é vista
Mas eu consigo senti-la
Tentei saborear a tristeza
Para ver se me encontrava
Mas estamos todos perdidos
Os inocentes aguardam dias puros
Eu já estive junto
Busquei me encontrar nos erros dos outros
Senti-me observada
E depois analisada
Ninguém realmente entendeu a mensagem
Porque estamos todos perdidos

24 de set. de 2010

Descobri que havia novos caminhos
Provas e passagens pra não se estar sozinho
Porém você nem se importa mais, não é verdade?
Simples como abrir os olhos
Confie e verá rumos intactos, cheios de opções
Onde todos me aguardaram por tanto tempo
Então obrigado, isso não é um adeus

Estávamos unidos, mas faltava algo
Observei atentamente seu momento de fraqueza
Seus olhos vazios me perderam
Preso fiquei em seus devaneios
Deverei te culpar por me buscar?
Ou apenas agradecer, sem me despedir?

Amigo, sei o que vem depois
Conheço essa porta e sei onde leva
Não entendo como sinto falta do que nunca tive
Pois foi quando você se fez presente
Esteve ao meu lado mesmo que momentaneamente
Vi esperança em algum lugar
Por isso direi obrigado, isso não é um adeus

Por um momento, me deixou saber
O que todos pensavam na verdade
Mas agora isso nem importa
Não é mesmo?
Mas eu plantei a dúvida em você
Sua retribuição foi esclarecimentos
Por isso digo obrigado, isso não é um adeus

Resolvi pensar que há motivo
Mesmo indo contra tudo que tenho aprendido
Que todos que estavam uma hora se despedem
E não é algo a se lamentar
Não são gritos de tristeza nem arrependimentos
É um simples e sincero obrigado
E não adeus...
Um desses dias acordei pensando
Procurei as razões para essas escolhas
Encontrei-me parada em meio a uma conversa
Num lugar onde não queria estar
Com alguém que não queria falar
Encontrei nessas lembranças o que havia perdido
Achei quem roubou tudo o que eu havia tido
Vi sentido onde estava
Justificativas para os pensamentos que me assolavam
Inconscientemente, deixei tudo quebrar
Aos poucos, lentamente
Apagando o interior, ia adormecendo em meio à crise
Irresponsavelmente inconseqüente
É pesaroso não acreditar
As cobranças chegam sem parar
Depois da reflexão, percebi
Antes de desistir é necessário tentar
Por todos os motivos certos
Livrar-se das âncoras
Depois de passadas incertas, busco afirmação
Por mais difícil que soe
Preciso firmar-se nisso
Querer
Afastar velhos hábitos
Quem sabe, provar para outros novos rumos
Acabe se convencendo a seguir na estrada

9 de set. de 2010

Quanto tempo até sucumbir?
Até realmente se convencer que há muito perdeu a razão
Analgésicos não aliviam o barulho que há na mente
Nada consumido preenche o espaço interno
Há um brilho ao longe, pelos tempos alegres
Mas não reconhece aquela pessoa sorridente
Quanto tempo até se juntar à aqueles que criticou?
Estava convencido de que tinha, mas não soube segurar
Tudo em que se apoiou, errou e deixou escapar
Foi tudo afastado e nem sabe como
Quanto tempo levará para entender?
É real ou algo criado para poder se suportar?
Toca a marcha, mas nem sabe a quem enganar
No meio das sombras, enxergar longe é difícil
O que reforça a dúvida da racionalidade
Será que todos chegaram a mesma conclusão?
Então, corra para o médico
Ele saberá a razão

1 de set. de 2010

Moro onde o vento faz a curva
Um viajane do tempo, sem noção de espaço
Enquanto busco meu valor, através de canções antigas
Sente-se e aprecie o espetáculo
A vida não saiu como planejada
Agora tenho um novo companheiro
teremos que incluí-lo
E para essa noite
caminharemos com monstros
Ouvindo o som do consciente coletivo
Digo-lhes agora
Vamos todos passo a passo
E tudo será mais fácil
Até esse ponto, já devo ter lhes mostrado
Almas ressecadas pelo medo
Expulsas de sua consciência
Realmente, ninguém ouviu o barulho
Ninguém se lembrava
Estagnados, em estado perpétuo de choque
Para conquistar
Uma nova temporada
Agora, tudo chega ao fim
Sem vento, sem frio, sem dor
Se foi...
Antes que isso evapore
Gostaria de ouvir novamente
Mais uma chance de se sentir vivo
Nos encontraremos mais adiante
Os dias são frios e cheios de marcas
Mas senti sua proteção enquanto esteve por perto
Tempos sofríveis passaram por nós
Esquivamos da tormenta enquanto podíamos
Agora, nossa carona chegou
Cheia de sonhos perdidos como os nossos
Espectador embarca rumo ao sumiço
Todos fogem do mesmo medo
Mas nos encontraremos mais adiante
Longe de tempos tão errantes
Erros tão gritantes
Quando voltarmos, fará mais sentido
A solidão mais triste é quando não se está só
Cercado de rostos, sozinho na multidão
Até sua melhor parte fracassar
É difícil trapacear com a vida
Tão longe que não perceberia se aproximar
Há muito mais por trás de tudo
Que nunca será dito Tudo bem enquanto fingirmos
Sentirmos a tentativa infinita
Teve sua chance, pensei que era loucura
Mas agora vi que tudo afetou a todos
Aposta com a casa sem cartas na mão
Perde o jogo, despenca
Arrisca por não saber o que fazer
Remoer não evolui
Aceita-se e segue o jogo
Sigo imaginando
Quem fará seus favores
Assim que a porta fechar, como irá abri-la
Alguém lhe apontará o caminho
Quando o momento for oportuno

Se dependesse de mim, ainda estaria por perto
Seria quem você precisasse
Mas as escolhas foram infortúnios
Fez com que a porta fechasse

E talvez depois disso
Encontre uma maneira correta
De nos reencontramos inteiros
Saberá estar pronto
Aprontará-se com a guia dos demais
E eu torço pela conquista
Que te faça ser novamente

Se dependesse de mim, esperaríamos unidos
Sempre diria o que precisasse
Nunca veria aquela expressão novamente
Mas apesar do que faço, independe

Fingindo na superfície
Descrente no interior
Levando toda esperança
Que não chegou a ser semeada

Entendo agora, isso foi necessário
Não cobrei nada, apenas aceitamos
Moldei-me conforme fomos
Em algum lugar, dentro da sua mente
Poderá me encontrar
Para todo o sempre

Se dependesse de mim, seguiríamos
Apontaria para que você enxergasse
Faria com que sempre superasse
Nunca veria aquela expressão novamente
Mas as escolhas foram infortúnios
Apesar do que faço, independe...
Mantive sufocado, mas uma hora vem à tona
Mantive em segredo, mas uma hora será descoberto
Após tentar cavar
Após cutucar e provocar
Não gostou do que ouviu?
Precisei manter afastado
Mas o poço nunca tem fim
Por mais que se afogue
Por mais que se afunde
A mesma rotina antiga

E se eu te disser que pra mim isso basta?
E se te provar que não faço parte do seu jogo
Você é quem atua
E se eu te disser que por mim, seguimos assim?

Atrasado sempre para a evolução
Apenas mais um que deve ser esquecido
Fora do ritmo da marcha
Era para ser passageiro, mas aguardamos a permanência
A mesma rotina antiga

E se provar que isso é o máximo?
E se fizer acreditar que por mim, os esforços cessaram
Você é quem atua
Eu não faço parte dessa foto

Sou aquele conselho esquecido
Guardado por não fazer sentido
Sou a mão que te levanta, quando tuas verdades te derrubam
Então se contente com isso, pois é o que merece
Sua vez de refletir
Qual papel desempenhar em tudo isso

Mantive isso calado, mas começou a ecoar
Sempre acorrentado, mas conseguiram escapar
E se te provar que deveria ser assim?
Como fazer entender que nunca superarei quem espera?
Você é quem atua
E por mim, já bastou