Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



9 de dez. de 2010

Fácil de substituir
Deixe o restrito para trás
Não é culpa do novo
Apenas não cabe mais
 
Nada acrescenta, apenas um passatempo
Me sinto inadequado e não sei até onde
Investir em algo que anda em círculos
Não preciso disso, já trago bastante
 
Quem autorizou que podia ser assim?
Não permiti que passasse por mim
Nunca sei se é importante
Ou só mais algo ruim
 
E se você se encontrar em minhas palavras, negarei tê-las dito
O que desassossega
É que sempre represento o que você quer ver
Falho sempre que precisa de um tolo para culpar
 
Esforço e sempre esforçarei
Toda vez que uma barreira você desejar ser erguida
Rotatividade em função de suas necessidades
Não consigo evitar mesmo assim já sabendo
Já que ninguém o faz, começo a temer por mim
Preciso começar de uma forma diferente
Mas aqui estou, preso na inércia de um dia qualquer
Visual novo para propósitos antigos
Busco na memória por palavras obstinadas
 
Travo perante algo que vislumbre contato
Palavras proferidas sem peso algum
Rastejam na direção de tentativas futuras
Minam novas escolhas sem motivo aparente
 
O relógio é inimigo implacável
Lampejos de esperança em retomar o perdido
Não consigo ver algo que não faz sentido
Em meus personagens encontro abrigo
Triste será o fim daqueles que esquecemos
Retomo o raciocínio e vi que voltei
 
Levo jeito para isso, mesmo forçado
É pesada a bagagem, mas vamos em frente
Para o final certeiro, no frio da sua mente

Talvez eu esteja exagerando
Talvez seja para onde tudo sempre estava se encaminhando
Seguimos realidades incoerentes
E ainda sim, perseverei na direção oposta 
Sem palavras de apoio
Sem pertencer a lugar algum
 
Minha noção de ser foi deturpada
Minha mente foi violada
E quando as paredes vão se fechando
Aonde quer que eu me encontre
Se for para seguir com o fluxo
Prefiro não seguir de jeito nenhum...