Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



20 de jun. de 2011

Posso te dizer que houve verdade
Já foi sincero o que prendeu por muito tempo
Hoje tornou-se parte da rotina
Um dia comum para somar a amassa
Sinto dizer que já não oferece mais
Hoje agrega valor a algo desvalorizado
Possui formatos indecifráveis
Viaja em pensamentos que não fazem sentido
Sente partir pelo que havia esquecido
Hoje, chegou a hora de você saber o porque veio
Com certo prazer, confesso ainda estar com medo
Sem denominação do que mantém encurralado
Apenas aguarda o chamado da tropa
Joga com tudo e envolve o mesmo novamente
Engana a audiência com o que eles esperam
Posso te dizer que é uma brincadeira sem graça
É algo que cria raízes e não te deixa partir
Desiste de entender porque isso os faz rir
Não quer dar atenção, mas já está sob a pele
A sombra do tempo, a par da realidade

16 de mar. de 2011

Veja onde estamos
Chegamos onde queria?
Sou mais o que esperava agora
Que já não sou nada meu?
Você diz que preciso ir
Precisará de mim adiante
Uma chance de consertar
Adiante, todos juntos pelo mesmo propósito
Quando tudo que precisávamos era apenas de um tempo
Não sou o que esperava?
Contou com algo mais e tudo foi medíocre?
Diga honestamente que nada importou
Se conseguir acreditar nisso
Prove-me que falhei contigo
E agora quer que falhe comigo mesmo
Pois conseguiu, agora sei
Não há sentindo em perpetuar
Algo que se arrasta pela noite
Estávamos juntos, mas não ao mesmo tempo
Tivemos que nos buscar e acabamos nos perdendo
O que busca quando procura?
Algo em mim que em você é falho?
Veio atrás de reconhecimento?
Para todos os motivos errados
Mas tivemos nossas chances
Uma chance de consertar
O que todos erraram antes de nós
Você me pede abertura
E depois se fecha completamente
E eu preciso de retidão
Para poder continuar
Você diz que preciso ir
Precisará de mim adiante
Uma chance de consertar
Adiante, todos juntos pelo mesmo propósito
Quando tudo que precisávamos era apenas de um tempo
Você agüenta ver o que realmente penso?
Digerir meus pensamentos sente falta do cabresto?
Gosta de se justificar apontando minha frieza, e eu nunca deixarei você saber
Foi por isso que veio, para roubar o pouco de mim que ainda me lembro
É por mim que estão perguntando?
Acho que as peças se encaixarão
Sem o peso de minha presença
Eu já dei motivo, algo para acusar-me?
Isso não me parece certo, observo o despencar
Tira prazer da minha estática, aqui está sua cria prodígia
Poderia persistir, mas não vou, hoje é dia de se odiar
É por mim que estão perguntando?
Acho que as peças se encaixarão

Sem o peso de minha presença

Você não me deixa sem saber

Você faz questão de me mostrar
Ela se manterá sólida nos dias certos, tentando me petrificar
Lentamente poluindo meu ânimo, mentindo por um resgate inútil
Ela entenderá meus motivos, ou focará em sua culpa?
Mova seu recém descoberto ego da frente, e agora se concentre no último dependente
É por mim que estão perguntando?
Acho que as peças se encaixarão
Sem o peso de minha presença

21 de jan. de 2011

Sinto que agora já sou algo cômico
Imaginando sua felicidade em meio a rostos estranhos
Cabe a mim agora decidir quando parar
Mesmo sem entender como você não percebe
Que a estrada pela qual segue é um caminho perigoso

Temo por todos que vigiam sua jornada
Sempre imagino sua perdição sem chance de voltar
Temo te perder numa brincadeira sem graça
Sua mente se dissipar e nunca mais te encontrar

Então, em silêncio vigio seus passos
Acredito que não faço parte de seus novos planos
Agora cabe a mim digerir seu novo "eu"
Mesmo sem entender como foi capaz
De dar a cartada final no que era para sempre

Temo por todos que vigiam sua jornada
Sempre imagino sua perdição sem chance de voltar
Temo te perder numa brincadeira sem graça
Sua mente se dissipar e nunca mais te encontrar

Talvez se olhasse uma vez ao redor
Se lembrasse de que já aconteceu o pior
Deixaria minha voz marcar suas passadas
Porém, não temos mais tempo
Agora tudo já foi escolhido
Nós somos parte de algo partido
Agora, assisto seu triste devaneio
Sinto por não poder te forçar a ouvir
Como pôde comprar promessas tão vazias?

9 de dez. de 2010

Fácil de substituir
Deixe o restrito para trás
Não é culpa do novo
Apenas não cabe mais
 
Nada acrescenta, apenas um passatempo
Me sinto inadequado e não sei até onde
Investir em algo que anda em círculos
Não preciso disso, já trago bastante
 
Quem autorizou que podia ser assim?
Não permiti que passasse por mim
Nunca sei se é importante
Ou só mais algo ruim
 
E se você se encontrar em minhas palavras, negarei tê-las dito
O que desassossega
É que sempre represento o que você quer ver
Falho sempre que precisa de um tolo para culpar
 
Esforço e sempre esforçarei
Toda vez que uma barreira você desejar ser erguida
Rotatividade em função de suas necessidades
Não consigo evitar mesmo assim já sabendo
Já que ninguém o faz, começo a temer por mim
Preciso começar de uma forma diferente
Mas aqui estou, preso na inércia de um dia qualquer
Visual novo para propósitos antigos
Busco na memória por palavras obstinadas
 
Travo perante algo que vislumbre contato
Palavras proferidas sem peso algum
Rastejam na direção de tentativas futuras
Minam novas escolhas sem motivo aparente
 
O relógio é inimigo implacável
Lampejos de esperança em retomar o perdido
Não consigo ver algo que não faz sentido
Em meus personagens encontro abrigo
Triste será o fim daqueles que esquecemos
Retomo o raciocínio e vi que voltei
 
Levo jeito para isso, mesmo forçado
É pesada a bagagem, mas vamos em frente
Para o final certeiro, no frio da sua mente

Talvez eu esteja exagerando
Talvez seja para onde tudo sempre estava se encaminhando
Seguimos realidades incoerentes
E ainda sim, perseverei na direção oposta 
Sem palavras de apoio
Sem pertencer a lugar algum
 
Minha noção de ser foi deturpada
Minha mente foi violada
E quando as paredes vão se fechando
Aonde quer que eu me encontre
Se for para seguir com o fluxo
Prefiro não seguir de jeito nenhum...

5 de nov. de 2010

Segui conselhos distantes
De pessoas incoerentes
Mantive-me afastado, daqueles que realmente me viam
Em algum momento percebi
Que não sentia mais nada
Mas mudava ao ver sua mão na distância
Senti literalmente
O chão se abrir
Tentando pisar mais forte
Num caminho enfraquecido
Quando estava sem rumo
Andando em círculos
Clamava por controle, mas os gritos saíam abafados
Já estava cansado
De lutar e perder
Desejando que eu
Parasse de desejar

O fator inesperado, muda a realidade
Mesmo quando não vê, me faz acreditar
A parte difícil de saber sobre alguém tão bem
É saber sempre quando não se quer saber de você

Aquele convite insensato, muda a percepção
E quão longe pode ir se nem ao menos se move?
Guarde pra você, isso não é pra ser comentado
Ninguém tem a solução para pergunta eterna
Diz que devo pagar
Por ações passadas
Mas meu papel sempre foi esquecer sem nunca questionar
Estive nesse rumo
Tentando entender
Tendo minha própria idéia de vivência

O fator inesperado, muda a realidade
Mesmo quando não vê, me faz acreditar
A parte difícil de saber sobre alguém tão bem
É saber sempre quando não se quer saber de você

3 de nov. de 2010

Recolha suas coisas, é hora de ir
Não relute, saiba que em algum momento todos temos que partir
Encare isso de frente, não se deixe atingir
Deve passar pelos desafios
Como alguém que já aprendeu a perder
Dessa forma tentar buscar a vantagem
Mesmo que isso esgote suas forças

Minha inconstância foi momentânea
A busca é infinita e eterna
O que trago são recordações
E promessas do que um dia eu quis

Ao longe, eu penso...
À noite, escuto...
Será que você esteve mesmo aqui?

27 de out. de 2010

Mesmo, com tudo que me disse
É parte forte do que me faz ser
Foi tudo pelo que permaneci
Te aguardei com expectativa
Enquanto ia se afastando
Ouvia as passadas se distanciando
Eu sei para onde eles te puxam
Mas você insiste em não me ouvir

Calma, observa o que está fazendo
Ninguém dá adeus como você
Como ninguém, me pinta invisível
Toda vez que insisto por você
Toda vez que busco por nós
Tudo acaba sempre separado
Sob as passadas fortes dos gentis...

As raízes, que me prenderam até o momento
Não consigo me soltar
Preso entre desistir e se afastar
Mas o primeiro passo não é dado por mim
Quando decidi não ceder mais
Sei porque teme ouvir
Sei que acha que não vai conseguir
Por todos aqueles errados que te apontam a direção
Solenemente aguardo você perceber a traição 

Calma, observa o que está fazendo
Ninguém dá adeus como você
Como ninguém, me pinta invisível
Toda vez que insisto por você
Toda vez que busco por nós
Tudo acaba sempre separado
Sob as passadas fortes dos gentis...

E sempre que renovo
Será apenas um lamento no futuro 
E nesse jogo seguimos
Apenas novas maneiras de você me deixar pra trás
E na casa em silêncio
Estão os gritos que nunca te darei
A ajuda que nunca pedirei
O que eu queria era nem ter precisado...

Calma, observa o que está fazendo
Ninguém dá adeus como você
Como ninguém, me pinta invisível
Toda vez que insisto por você
Toda vez que busco por nós
Tudo acaba sempre separado
Sob as passadas fortes dos gentis...