Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



1 de set. de 2010

Mantive sufocado, mas uma hora vem à tona
Mantive em segredo, mas uma hora será descoberto
Após tentar cavar
Após cutucar e provocar
Não gostou do que ouviu?
Precisei manter afastado
Mas o poço nunca tem fim
Por mais que se afogue
Por mais que se afunde
A mesma rotina antiga

E se eu te disser que pra mim isso basta?
E se te provar que não faço parte do seu jogo
Você é quem atua
E se eu te disser que por mim, seguimos assim?

Atrasado sempre para a evolução
Apenas mais um que deve ser esquecido
Fora do ritmo da marcha
Era para ser passageiro, mas aguardamos a permanência
A mesma rotina antiga

E se provar que isso é o máximo?
E se fizer acreditar que por mim, os esforços cessaram
Você é quem atua
Eu não faço parte dessa foto

Sou aquele conselho esquecido
Guardado por não fazer sentido
Sou a mão que te levanta, quando tuas verdades te derrubam
Então se contente com isso, pois é o que merece
Sua vez de refletir
Qual papel desempenhar em tudo isso

Mantive isso calado, mas começou a ecoar
Sempre acorrentado, mas conseguiram escapar
E se te provar que deveria ser assim?
Como fazer entender que nunca superarei quem espera?
Você é quem atua
E por mim, já bastou


17 de ago. de 2010

Mergulhado na dor, sofreu outra baixa
Enquanto escuta seus sons favoritos
Trazendo mensagens subliminares
Forçado, expulso
Largado à própria sorte
Mas não podia se importar menos
Até seu único lado bom
Dar sinais de fraqueza
Afetado pelo tempo
Ironia da realidade
Um grito abafado
Percebeu-se só agora
Sente-se como ela, há anos atrás
Confiança nunca foi o forte
Mas agora achou ter aprendido
Nunca é possível acertar
Pensa que está tudo bem e calmo
Até que sofre outra baixa
Nas noites que tendem a escurecer cada vez mais
Ironia da realidade

Na confusão
No devaneio do desespero
Encontra atalhos
Em caminhos sem saída
Está tão longe do caminho certo
Que não reconheceria ajuda se encontrasse
Pode falar a todos
Mas ninguém ouvirá

O deslocamento é nítido
Juntando sorrisos para montar um conforto
A maneira é antiga, mas talvez dê resultado
Sabe que está errado
Mas tem que ser assim

Você tem que seguir
Percebe-se só
Sente-se como ela, há anos atrás
Mas ainda tenta andar, se recusa acreditar
Nunca se sabe o que há por vir
Mas pensa que está tudo bem
Até que sofre outra baixa
Você tem que seguir
Nas noites que tendem a escurecer cada vez mais
 
Ironia da realidade