Pensamentos acumulados, uma caneta e algumas folhas em branco resultaram em alguns textos...

Sobre tudo e nada ao mesmo tempo...

Vamos lá, então:



9 de dez. de 2010

Preciso começar de uma forma diferente
Mas aqui estou, preso na inércia de um dia qualquer
Visual novo para propósitos antigos
Busco na memória por palavras obstinadas
 
Travo perante algo que vislumbre contato
Palavras proferidas sem peso algum
Rastejam na direção de tentativas futuras
Minam novas escolhas sem motivo aparente
 
O relógio é inimigo implacável
Lampejos de esperança em retomar o perdido
Não consigo ver algo que não faz sentido
Em meus personagens encontro abrigo
Triste será o fim daqueles que esquecemos
Retomo o raciocínio e vi que voltei
 
Levo jeito para isso, mesmo forçado
É pesada a bagagem, mas vamos em frente
Para o final certeiro, no frio da sua mente

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